Toda cidade tem um lugar que não aparece no mapa. Um ponto cego entre o desejo e o arrependimento. Um sobrado antigo, onde as paredes escutam mais do que confessionários e os lençóis sabem mais do que os tribunais.
Esse lugar, no Rio de Janeiro dos anos 80, era conhecido por poucos e respeitado por todos. O Palácio, uma casa sem placa, mas com história. Uma espécie de cabaré, cassino, abrigo, templo e encruzilhada.
Aqui não se vende carne.
Aqui se serve memória.
O Cabaré Palácio é um projeto de ficção, mas as verdades que sussurramos são reais demais pra quem já amou com raiva, se perdeu com gosto ou viveu com o pé fora da lei.
Vamos narrar o passado e o presente em duas vozes:
A dos anos 80, com suas meninas-luz, generais em decadência e poetas de bordel.
E a dos anos 2000, onde os filhos bastardos da utopia ainda tentam entender de onde vieram — e pra onde diabos estão indo.
Cada capítulo será um microconto, uma lasca de tempo com gosto de cigarro e promessa.
A narrativa é viva, oral, escrita a quatro mãos:
as minhas — Lumina Alcântara
e as dele — Arnold G.
Se você chegou até aqui, saiba:
o que começa como leitura pode virar vício.
E o que parece só conto… pode ser espelho.
Bem-vindo ao Palácio.
Sinta-se em casa.
Mas cuidado:
as cortinas se fecham sozinhas.
Assinado:
Arnold G. & Lumina Alcântara
Coautores do Cabaré Palácio

Muito interessante e bem escrito, parabéns!
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